A vitória do Palmeiras nesta quinta-feira, diante do Sporting Cristal, por 2 a 1, no Pacaembu, na estreia na Taça Libertadores, mostrou ao torcedor o espirito com que os jogadores entraram na competição. Por mais que o esquema tático não tenha funcionado como esperado pelo treinador Gilson Kleina, e sem destaques individuais, o que mais chamou a atenção foi a entrega de todos dentro de campo.
E é justamente isso que o técnico destaca na equipe que conquistou a vitória e manteve o tabu de não perder em estreias na Libertadores já há dez edições do torneio - a última derrota foi em 1974, um 2 a 0 para o São Paulo.
Nós temos de criar uma identidade, temos de marcar forte, nos adaptarmos às situações, ter variações. Se tiver essa liga, essa química, vai dar certo"
Gilson Kleina
– Sem dúvida essa é a filosofia que queremos implementar. Precisamos enaltecer o espírito de grupo, a entrega, a luta... – disse o treinador, que completou:
– Nós temos de criar uma identidade, temos de marcar forte, nos adaptarmos às situações, ter variações. Se tiver essa liga, essa química, vai dar certo. E vamos com tudo, como fizemos nesse jogos. Vamos suar sangue.
Kleina ainda destacou a recepção que a torcida palmeirense preparou para o time. Antes da partida, cerca de 500 torcedores reuniram-se em frente ao portão de entrada do ônibus da delegação e receberam os jogadores cantando o hino, em festa iluminada com vários sinalizadores.
– Foi importante a hora que chegamos e vimos a mobilização do torcedor. Isso facilita para uma equipe em reformulação. Sabemos que o entrosamento ainda não é o ideal, mas a vontade pode fazer a diferença. Só não podemos trabalhar apenas em cima da raça, tem também a lucidez, a ousadia, a coragem.
O Palmeiras está em fase de reformulação. Após a queda à Série B do Campeonato Brasileiro no ano passado, o clube dispensou 20 jogadores. Até o início da temporada apenas o goleiro Fernando Prass e o lateral-direito Ayrton haviam sido contratados, e os volantes Souza e Wendel retornaram de empréstimo.
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